sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

"Psiquiatria sem alma" inventa doenças para vender drogas

O Psiquiatra José Elias Aiex Neto está finalizando um livro sobre a mercantilização do sofrimento humano e a "invenção de doenças" para fortalecer o mercado de drogas licitas.
Neste cenário o Psiquiatra, mais parece um promotor de venda de drogas do que um profissional de saúde.
SINOPSE DO LIVRO “PSIQUIATRIA SEM ALMA
José Elias Aiex Neto é formado em Medicina pela Universidade Federal do Paraná. Fez residência em psiquiatria pela Faculdade de Medicina de Marília (SP). Foi presidente da Sociedade Paranaense de Psiquiatria (1985 a 1987) e da Associação Médica do Paraná (1987 a 1990). Foi Secretário Municipal de Saúde (1992) e Secretário Municipal Antidrogas (2005 a 2007) de Foz do Iguaçu (PR). Presidiu ainda o Conselho Municipal de Saúde, o Conselho Municipal Antidrogas e o Centro de Direitos Humanos da mesma cidade paranaense. Aiex foi autor de três livros e colaborador de vários órgãos de imprensa, como a Folha de São Paulo.
Do livro:
O livro “Psiquiatria sem alma”, cujo subtítulo é “As contradições e os conflitos de uma ciência que está perdendo sua essência e tem se transformado em puro comércio”, foi construído a partir de quatro grandes tópicos, a saber:
-Motivações.
-Constatações.
-Confrontações.
-Conclusões.
O primeiro tópico trata das motivações que levaram o autor a escrever tal obra. A primeira delas reside no fato de que a psiquiatria, segundo ele, continua sendo uma ciência que vê o doente mental como objeto de manipulação, principalmente por parte dos proprietários de hospitais psiquiátricos e da indústria farmacêutica, que tem cooptado grande parte dos médicos psiquiatras, que estão receitando medicamentos a larga, esquecendo-se que o ser humano precisa ser ouvido, e não anestesiado por drogas legais. Aiex parte da própria definição de psiquiatria, uma palavra que veio do grego e que quer dizer “a arte de curar a alma”. Daí o título do livro, “Psiquiatria sem alma”. Outras motivações foram livros e matérias jornalísticas publicadas em grandes órgãos de imprensa do mundo todo, denunciando o verdadeiro massacre que tem sido imposto às pessoas, que tem sido transformadas em portadores de doenças mentais, apenas por apresentarem comportamentos perfeitamente normais. Tal situação tem atingido adultos e, principalmente crianças e jovens, os quais estão tendo sua bioquímica cerebral alterada por drogas das quais não se conhece o resultado que irão provocar no cérebro de seus usuários na idade adulta. As duas maiores fontes de inspiração para o autor do Livro foram um artigo escrito pela jornalista Eliane Brum, publicado no site da revista Época em 31 de agosto de 2009, e intitulado “O doping dos pobres”, e uma entrevista do psiquiatra Jorge Alberto Costa e Silva, publicada na revista Veja em 27 de junho de 2001, com o título de “Psiquiatria S.A.”. Os dois textos relataram a situação descrita acima, sendo que o depoimento de Jorge Alberto Costa e Silva foi muito importante por ter sido ele Diretor da Divisão de Saúde Mental da Organização Mundial de Saúde durante seis anos, sendo que sua entrevista retratou o que conhecera a respeito da psiquiatria mundial durante os anos em que ocupou aquele cargo. O próprio título de sua entrevista denota o seu teor.
No segundo tópico, “Constatações”, além de mostrar como a violência e o trabalho estão provocando sofrimento psíquico em nosso país, Aiex apresenta uma extensa bibliografia, na qual pontificam autores de livros que denunciam a influencia dos atores apontados acima no sentido de mercantilizarem o sofrimento humano. Entre tais atores destacam-se Marcia Angell, Peter Rost, John Abramson, Carl Elliot, Fran Hawthorne, Ethan Waters, Melody Petersen, Jerome Kassirer, Catherine Greider, Gwen Olsen, além dos parceiros Ray Moynihan/Alan Cassels e Stuart Kirb/Herb Hutchins e outros. Todos eles escreveram obras nas quais destrincham as manobras comandadas principalmente pela indústria farmacêutica. A partir de tal tópico fica perfeitamente claro que a psiquiatria norte americana, através do DSM, seu Manual Estatístico das Doenças Mentais, tem “criado doenças” para vender remédios. Como psiquiatra, Aiex mostra que o sofrimento psíquico, depois das novas descobertas das neurociências, principalmente do trabalho de pesquisadores como Antonio Damásio, Joseph LeDoux e Daniel Goleman, não é difícil de ser entendido, acabando com a mistificadora teoria de que a depressão seria causada por um desequilíbrio bioquímico do cérebro. Além disso, o autor do livro relata que, apesar de toda a luta da sociedade brasileira, o modelo manicomial de internação psiquiátrica teima em resistir aos avanços da moderna assistência apenas por ganância dos proprietários de hospitais psiquiátricos.
O terceiro tópico do livro, intitulado “Confrontações”, traz novos atores, que não aceitam passivamente a “psiquiatrização” da vida e nem a hegemonia do tratamento biológico do sofrimento psíquico, que tem sido imposta às pessoas, principalmente nos EUA, a pátria da “Big Pharma”, que tem lucros astronômicos com tais práticas. Entre os novos atores apresentados por Aiex destacam-se o jornalista Robert Whitaker, além de respeitados profissionais das áreas de saúde e serviço social, como Tomas Szasz, Gary Greenberg, David Healy, Peter Breggin, Irving Kirsch, Peter Conrad, Ronald Dworkin, Christopher Lane, Mary Ann Block, Jerome Wakefied, Allan V. Horvitz, Richard Bentall, Lisa Appignanesi, Joanna Moncrieff e Daniel Carlat.
Finalmente, no quarto e último tópico, intitulado “Conclusões”, Aiex aponta a existência de um esquema psicopático por trás de tudo o que foi relatado, e que faz parte da realidade mundial, dentro da qual a hegemonia do capital sobre a vida das pessoas provoca adoecimento psíquico e as soluções que se apresentam são gestadas a partir do mesmo modelo gerador de doença. Além de apontar caminhos alternativos para a assistência ao portador de sofrimento psíquico, como a experiência desenvolvida pelo psiquiatra cearense Adalberto Barreto, as quais são recomendadas pela Organização Mundial de Saúde, Aiex alerta para a grave crise mundial que se avizinha, com a instalação da barbárie. Para isso recorre a autores como Boaventura de Souza Santos, Edgar Morin, Viviane Forrester,  István Meszaros, Tony Judt e Stephane Hessel, prestigiados observadores da cena mundial, que são unânimes em afirmar que a grande crise do capitalismo está próxima. Aiex finaliza exortando o leitor a lutar pelo resgate da assistência humanizada da saúde, preservando-a da barbárie, apara que ela possa dar resposta adequada às pessoas em sofrimento psíquico gerado pelo caldo de cultura que levou a humanidade a tal estado de coisas.
O livro está escrito e está sendo revisado para adequação às normas técnicas que regem a prática de editorialização em nosso país, devendo ser lançado até o final do ano.

3 comentários:

  1. Serio? Hummmm nao vou comprar, nem me ofereçam de graça.
    Perder tempo com isso, nem pensar

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    1. Hummm não gosta de ler? Ou é vendedor de remédio?

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  2. Muito interessante. Trabalho com terapias alternativas para pessoas com depressão, adicção a drogas e outros, e é bem isso que percebemos na clínica.. Parabéns, abraços.

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